Amor ou dor de cabeça?
Existe uma ideia muito popular entre fãs: Gege Akutami “odiava” Satoru Gojo.
Mas isso não é exatamente verdade.
O que existia, na prática, era um problema narrativo difícil de controlar.

O nascimento do problema
Quando Gojo foi criado, ele não era apenas forte, ele quebrava a lógica do próprio mundo.
Defesa praticamente impenetrável
Ataques absurdamente destrutivos
Técnicas que anulam qualquer ameaça
Diferente de Sukuna, que é extremamente poderoso mas ainda pode ser enfrentado dentro de certas regras, Gojo simplesmente não deixava espaço para conflito.

O dilema do “mais forte”
Aqui está o verdadeiro problema:
Se Gojo está presente, ele resolve tudo
Se ele resolve tudo, não existe tensão
Sem tensão, não existe história
Isso coloca o autor em uma posição complicada. Como criar perigo real em um mundo onde existe alguém intocável?

Tirar Gojo do jogo?
Foi aí que surgiu uma das decisões mais importantes da obra:
A criação do Reino da Prisão
Um recurso feito especificamente para selar Gojo
Uma forma de permitir que a história avance sem ele
Sem Gojo, os outros personagens precisam crescer, errar e enfrentar consequências reais.

Então… Gege odiava Gojo?
Na verdade, não.
Gojo é extremamente popular
É um dos personagens mais bem construídos da obra
Mas também é o mais difícil de escrever
O “ódio” vem mais como uma brincadeira ou exagero dos fãs diante da dificuldade que ele representa para a narrativa.

Força demais também é um problema
Satoru Gojo é o exemplo perfeito de como um personagem pode ser bom… até demais.
E no fim, o maior desafio não era derrotar Gojo dentro da história
era conseguir escrever uma história interessante com ele presente.
E você, o que acha?
Gojo foi um acerto genial ou um problema inevitável dentro de Jujutsu Kaisen?